Sim, eu queria ter amiga celebridade

Vira e mexe eu penso em algumas pessoas que eu gostaria de ser amiga. Aquelas celebridades que você olha publicando umas tosqueiras na rede mundial de computadores e pensa PORRA, ELA TINHA QUE SER MINHA AMIGA.

Listo abaixo:

NIGELLA LAWSON

Olha, nem sei por onde começar. Começo do fundo do meu estômago então. A mulher cozinha pra caralho. Se minha amiga fosse, iria fazer parte do dream team da cozinha de domingo da minha casa (e olha que eu tenho os amigos melhores cozinheiros evah). Além disso, a Nigella iria cozinhar ouvindo É O TCHAN FELIZ DA VIDA, porque eu sei que ela iria curtir a vaibe aqui de casa. E ia encher a cara com os meus mojitos™. Mas o mais legal mesmo é que a gente iria ver o Eurovision juntas enchendo a lata, comendo galetinho e falando uma pá de merda no twitter.

SOFIA VERGARA

Cara, a Sofia seria minha amiga de karaokê. A gente iria pra Liberdade naqueles karaokê pulgueiro cantar Shakira e Raça Negra, não necessariamente nessa ordem.  Aí ela iria ficar mega loca do cu e tirar um montão de foto no instagram e não lembraria de uma linha no dia seguinte. Além disso, eu poderia ir nas festinhas da caravana da Colombia tudo que ela promove lá em Miami.

ORDINÁÁÁÁRIA

ORDINÁÁÁÁRIA

 

JENNIFER LAWRENCE

Rola uma super identificação com a Jennifer, sabe? Certamente se famosa eu fosse, eu iria super tomar uns tombo no Oscar, porque eu também sou assim TO-DA-CA-GA-DA. Por isso que a gente iria ser amiga e iríamos ficar falando uma pá de merda no ZAPZAP e iríamos sempre ter tempo pra tomar uma cerveja no Toninho™ pra falar mal dozotro e ficar rindo da desgraça alheia e própria.

MIN ADD DJENIFI

MIN ADD DJENIFI

 

RIHANNA

Olha, há um tempo atrás eu não ia muito com a cara dela. Mas uma coisa que aprendi nessa vida é que a minha primeira impressão pode ser uma grande merda. Eu hoje em dia me dou super bem com pessoas que eu não ia com a cara, e dito isso, posso dizer que a Rihanna seria super minha miguxa. A gente não ia se esbarrar muito por aí, mas quando a gente se encontrasse nas festinha ia ser super lazer, porque iríamos tirar muita foto tosca. Sim, ela me ganhou no meet and greet 😛

TÁ ADD MIGUXA!

TÁ ADD MIGUXA!

Quem seria sua celebridade miguxa? FALI COMIGO. MINHA.MIGA.

Mamãe Mamãe Mamãe

O post abaixo eu publiquei no longínquo ano de 2006, no meu saudoso blog Suburbia Tales. Quem tem mãe suburbana, sabe bem como é 🙂

 E hoje é dia das mães. É dia de você dar uma folga pra sua querida genitora e levá-la no serv serv lotado e com música ao vivo, com crianças gritando e correndo de um lado pro outro.

Também é dia de pegar aquela fila pra comprar aquele frango assado na padaria, caso não haja paciência de encarar o serv serv lotado

Dizem que mãe só muda de endereço. Mas a mãe suburbana é especial. Ela é a mãe que se preocupa em receber as visitas com a casa muito arrumada, coloca os lençóis e as toalhas especiais para as visitas verem. Ela é a mãe que sempre acha que o filho não está se alimentando direito e sempre faz banquetes nos almoços de domingo pra família, mesmo sabendo que a comida vai sobrar pra mais de três dias (mas pra isso existe a reciclagem). A mãe suburbana é aquela que berra na janela pra chamar o filho pra dentro de casa, é aquela que berra quando o filho faz merda e todos os vizinhos páram pra escutar. É ela que diz pra você colocar o capote quando sai de casa e tá frio.

A mãe suburbana é também carinhosa e super dedicada aos seus filhos, vai buscá-los no colégio e deixa eles tocando o zaralho com outras crianças, porque ela tá sempre batendo papo com outras mães, pra poder tirar vantagem que seu filho faz mais cursos fora da escola do que o do filho da outra.

A mãe suburbana pode ter milhares de defeitos, como todas as outras, mas é a mãezona. Ela tá sempre ali, pra te dar colo e fazer aquela comida bizarra que você gosta de comer desde criança. Sua mãe suburbana um dia vira avó suburbana e o ciclo recomeça. 🙂

Parabéns a todas as mães – suburbanas ou não – que sempre nos aturam e nos amam pelo simples fato de ser um pedaço que saiu de dentro delas.

Ficha no caixa também é moda e cultura

Não devia, MAS VOU.

PRECISO COMENTAR ESSES VESTIDO TUDO.

Sei algo de moda? PORRA nenhuma.

Mas preciso emitir alguns comentários

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Victoria parece que arrancou o siso antes de ir pro baile do Met. Eu curti o vestido e o marido.

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XIZELE SEMPRE LINDA ETC E O BOY TA FICANDO CARECA JEMT

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OI EU SOU O GENINHO, DESCOBRIRAM ONDE EU ESTAVA ESCONDIDO NO TAPETE VERMELHO?

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SE EU ENCONTRAR NA PORTA DO CEMITÉRIO ESSAS DUAS EU SAIO CORRENDO. ABS.

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OI BEYONCE QUER TC (rimou)

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MARQUEMULÉ ELEGAMT JESUS, TÁ CHARLIZE SUAVE DEMAIS ❤

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exu caveirinha venha trabalhar

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Look haute coture de le cartier (fez ca vizinha costureira)

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Look volta pro mar oferenda

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NÃO SABIA QUE A KATYLENE TINHA SIDO CONVIDADA JEMT

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Look AI JEMT NUNCA IMAGINEI SER CONVIDADA PRA ESSA BOCA LIVRE!

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Jessica de MAICOLCÓ que usou a merma estampa pra toda a coleção (veja abaixo)

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alá, quasi o mesmo pano

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LOOK DE LA MAISON COSPLAY DE PARAPLUIE

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RESPEITA A MOÇA DE ESTRELA DA MORTE JEMT

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CARACA ELA TÁ SORRINDO, BJ JEMT O MUNDO ACABO

lala_anthony

look de MAISON TELETUBIE

lupia_nyongo

Lupita, te amo, mas não curti essa roupa, achei muito desfile da Unidos da Tijuca. Bjs

rihanna

Rihanna, minha nova futura amiga, amey teu look, bjs

sarah_paulson

Terminou a novela e mãe lucinda abriu a MAISON LIXÓN

Adriana resolveu usar aquele cupom de progressiva do Peixe Urbano que já tava vencendo antes de ir pra festinha

Adriana resolveu usar aquele cupom de progressiva do Peixe Urbano que já tava vencendo antes de ir pra festinha

Amiga eu também estaria #chatiada se estivesse com esse vestido

Amiga eu também estaria #chatiada se estivesse com esse vestido

É nóis na fita e os playboy no dvd

Hoje eu li essa matéria aqui sobre coisas que perdemos ao parar de ouvir cds.

Aí eu lembrei um montão de coisas da época que eu ouvia cds. Tipo:

1. Meu vizinho tinha um cd player e eu não.
O advento do cd player na minha residência ocorreu no ano de 1993. Antes disso, só tínhamos uma vitrola (sim, nem um 3 em 1 tínhamos naquela época) e fita cassete foi algo que só consegui ter 3 anos antes, quando minha mãe comprou micro sistem MOVING SOUND Philips que vinha com deck de fita cassete.

Interlúdio para curtir o comercial do moving sound phillips (gente é o luigi barichelli loiro no comercial?)

Mas voltando ao meu recalque duplo (porque eu tinha um crush no meu vizinho e ele tinha cd player), eu era uma adolescente muito triste por apenas poder gravar musicas diretamente do rádio para a fita cassete e não poder desfrutar de um cd player. Até que um belo dia, meu pai me deu de presente um 3 em 1 (que não vinha com cd player!!!) mas minha mãe acabou comprando um cd player da philips pra não me deixar tão recalcada assim pra completar o aparelho de som.

2. Meu primeiro CD foi este:

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Nem era fã assim de Guns, mas eu precisava comprar QUALQUER CD pra testar o aparelho e foi este aí mesmo. Nem me dei ao trabalho de comprar o volume 1.

3 – O que comprei em seguida?
Comprei o Decade, a coletânea do Duran Duran e uma coletânea do Tears for Fears. Também comprei o saudoso DUETS do Frank Sinatra (somente conhecendo a clássica NEW YORK NEW YORK), que me fez amar esse tio desde então.

4 – Comprar cd era uma tarefa árdua
Até que nas Lojas Americanas, o preço de cada CD nem era dos mais caros. Lembro-me bem que em 1994 um cd custava 11,90. Nem era caro assim. O problema é que as lojas americanas ainda não tinham uma seção de CDs e estes ficavam dentro de caixas gigantes de papelão das gravadoras, e você tinha que garimpar o que queria por lá. Eram milhões de pessoas fazendo isso ao mesmo tempo então imagina o quebra-pau que era.

5 – O advento dos cds importados
No final dos anos 90, abriram a primeira FNAC por aqui e com ela vieram os primeiros cds importados. Pelo menos pra mim, né, pessoa suburbana. Não sei vocês. Mas enfim, eu via aqueles cds e queria comprar todos. Na época eles custavam uns 40 reais. Era caro pra caralho. Comprar CD importado era algo que você fazia no máximo duas vezes por ano, porque era um luxo para o trabalhador/estagiário daquela época.

6 – Comprei vários cds importados pela capa – E NÃO ME ARREPENDI.
Dos cds que comprei e sou feliz até hoje por ter ~arriscado~ a compra, agradeço por ter gastado dinheiro com AIR, Saint Etienne e Café Tacvba (só os que eu lembro rápido e ouço até hoje). A gente comprava muita coisa sem ouvir antes, era roleta russa mesmo. No máximo ouvia uma música só e comprava o cd por causa dela. E o resto era uma bosta. Mas não importava, a gente ouvia a música no repeat infinito e tava tudo bem.

7 – Levei mais sete anos pra conseguir adquirir um discman ~portátil~

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Vida de pobre é dificil, é dificil como o quê. Comecei a trabalhar e meu computador não tinha cd player e mesmo sem saber disso, já tinha uma necessidade absurda de ouvir música pra me concentrar, e o recalque batia novamente de ver os coleguinhas da firma com seus discmans ouvindo músicas e trabalhando. E eu não tinha. E um belo dia, finamente consegui adquirir um discman de marca duvidosa nas lojas americanas em suaves parcelas e foi tudo lindo e maravilhoso.

8 – Com discman, antes de sair de casa eu escolhia o(s) cd(s) que ouviria durante o dia
No início acho que nem tinham aqueles porta cds. Você tinha que levar nas caixinhas mesmo. E todas elas sempre quebravam. Principalmente a meiuca onde o cd ficava preso. A escolha do cd era minuciosa, pois você teria que ouví-lo boa parte do dia. Sempre rolava uma análise do mood antes de sair de casa.

9 – O pior cd que ganhei foi da Laura Pausini (em espanhol)
Teve um amigo oculto no meu curso de espanhol no saudoso ano de 1996 e eu havia pedido um cd da Marisa Monte (desculpa jemt eu achava legal hoje não sei se gosto enfim) e meu professor de espanhol, que havia me tirado no sorteio, teve a pachorra de me dar de presente UM CD USADO DA LAURA PAUSINI, alegando que não havia achado o cd da Marisa Monte em lugar nenhum (RYSOS). Fiquei puta pra caralho e acho que até hoje essa merda de cd se encontra aqui em casa.

10 – Competíamos quem tinha mais CDs em casa

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Muitas vezes comprávamos cds mais pela loucura acumuladora e pra poder adquirir a torrezinha de empilhar cds do que exatamente porque gostávamos do álbum. Falo por mim, mas vcs digam aí.

Da próxima falo sobre o advento das mp3 🙂

9 anos depois, enfim o fim.

CONTÉM SPOILER, SE VOCÊ AINDA NÃO VIU O FINAL, RALE PEITO DAQUI AGORA.

Resgate da linda Downtown Train, do Tom Waits, na versão do EBTG

Resgate da linda Downtown Train, do Tom Waits, na versão do EBTG

O que eu entendi:

Ted passou anos apaixonado por Robin, mas Robin se apaixonou por Barney e eles se casaram.

Ted chegou a conclusão que o melhor era seguir em frente e conheceu a mãe do seus filhos.

Foram felizes até que a morte os separou.

Sozinho, começou a relembrar tudo que aconteceu até conhecer a mãe dos seus filhos. Falou muito da Robin, mas também falou de todos os seus amigos, todos os relacionamentos que não deram certo até ali.

No final das contas, seus filhos o aconselharam a procurar novamente a Robin, porque ali tinha uma história mal resolvida e ela tava de bobeira e ele também. Ele resolveu arriscar mais uma vez. Se deu certo? Não sabemos, mas a vida é assim, tentativa e erro.

Essa coisa de Ted nunca ter amado a mãe não me compra. Muito provavelmente eles teriam sido felizes para sempre. Mas a vida nem sempre é do jeito que a gente quer. Pessoas morrem e a vida vira de cabeça pra baixo. Acho que a intenção do final da série foi essa. As coisas mudam, pessoas mudam e tem coisas que realmente não podemos mudar, como a morte. O importante é seguir em frente, ou simplesmente, voltar ao ponto de partida.

Tentativa e erro. Não somos assim?

It’s something unpredictable, but in the end is right

Ontem eu assisti o antipenúltimo episódio de How I Met your mother, aquela série que vocês gostavam mas enjoaram, ou viram um episódio e acharam uma merda, ou que se encaixam no meu perfil de COMECEI AGORA PRECISO TERMINAR.

HIMYM, para os íntimos, tem mais identificação com a minha vida e meu círculo de amizades do que Friends. Talvez seja porque Friends, embora tenha assistido todos os episódios, foi de uma geração anterior a minha, a geração que virou adulto nos anos 90.

How I met your mother fala da gente que era adolescente na época de Friends e agora é adulto. Me identifico em várias situações, principalmente em ser ~o casal do meu grupo de amigos since forever~ e estar sempre com os amigos no boteco falando merda. Fora todas as referências nerds e musicais que são as mesmas que as minhas, porque a média de idade dos personagens é a mesma que eu tenho.

Enfim, o episódio de ontem me deixou especialmente emo, não só por ver que a série está no fim, mas pela reflexão de que a vida passa e as pessoas também e isso faz parte mesmo. Mas é importante em investir em manter quem realmente você quer ter por perto.

And that’s how it goes kids. The friends, neighbors, drinking buddies and partners in crime you love so much when you’re young… as the years go by, you just lose touch. That being said, I did manage to keep track of a few people (…) You will be shocked, kids, when you discover how easy it is in life to part ways with people forever. That’s why, when you find someone you want to keep around, you do something about it.

Penso em tantas pessoas que me foram tão queridas e que hoje nem aparecem mais na minha TL do Facebook. Gente que eu gostava tanto e simplesmente se afastou sem motivos aparentes. Gente que eu parei de falar por besteira. Gente que você passa 10 anos sem ver, mas que esbarra na rua e parece que foi ontem. Gente que era tão próxima e hoje em dia não tem mais nada a ver com você.

A vida é uma Sagrada Família. A obra não vai acabar nunca e você vai morrer sem ver tudo pronto.  Escolha bem seus tijolinhos, pra quem passar pela porta, achar bacana e querer conhecer 😉

Tudo tem um fim,  as lembranças boas ficam, como foi dito em Her,  o passado é apenas uma história que contamos para nós mesmos.